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30 março 2009

Estado paga 90% do salário dos trabalhadores em formação

É uma boa notícia sem dúvida.
Mas há umas questões que ficam por colocar:
- dos 500.000 desempregados quantos são elegíveis?
- quais as áreas de actividade empresarial elegíveis?
- a formação vai de encontro às necessidades do negócio?
- a formação vai servir para requalificar?
- ouviram os empresários quanto a esta matéria?
A formação feita pelo IEFP tem sido feita, na grande maioria dos casos, sem qualquer tipo de análise às necessidades evidenciadas pelos indíviduos que as frequentam. Além de ser um desperdício de dinheiro, e muitas vezes quem vai para a tal "formação" sente-se "deslocado" provocando necessariamente o absentismo no referido curso, que só não é maior porque se trata de receber ao fim do mês o dinheiro equivalente aos seus ordenados.
PARA QUANDO EM PORTUGAL ALGUÉM QUE OLHE PARA O SECTOR DA FORMAÇÃO COMO UMA FERRAMENTA ESTRATÉGICA E NÃO APENAS COMO UMA FORMA DE FAZER LUCRO A MÉDIO PRAZO. DESDE OS PRIMEIROS QUADROS COMUNITÁRIOS DE APOIO QUE ISTO SUCEDE (ANOS 80) E NÃO HÁ MEIO DE SER MODIFICADO. ARRRRRRE!!!!!!!!!

21 janeiro 2009

A função recursos humanos na empresa

Hoje encontrei, por acaso, um antigo colega de uma empresa multinacional farmacêutica onde trabalhei. Ele era product manager e fazia parte (como é de calcular) da equipa de marketing. Fiquei a saber que também já não estava lá e que saiu não muito contente com a postura que a empresa assumiu. Falou-me dos constrangimentos que estas situações acarretam e da sua luta por uma verdade que em meu entender só desgasta o comum dos mortais e o preço psicológico que se paga é muito alto. A nossa função nas empresas enquanto profissionais de recursos humanos é muito ingrata, mas também tem os seus momentos de glória. Somos sempre vistos com alguma desconfiança e como alguém com quem não se podem abrir muito. Sei que há pessoas que não pensam assim, mas na grande maioria é isto que pensam.

Mas hoje foi bom encontrar o João, apesar da situação delicada que vive, e de ficar a saber que sempre gostou da minha postura dentro da companhia e que sempre me achou uma excelente profissional.

São estes momentos, mesmo depois de alguns anos terem passado, quando as pessoas reconhecem o nosso trabalho que valem a pena.

- Obrigada João, sempre tentei desempenhar a minha função, o melhor que podia e sabia! Boa Sorte porque tu também mereces.