17 fevereiro 2009

Desemprego

Quando ouvimos nas notícias que o desemprego está a alastrar, quando ouvimos os sindicatos alertar que têm de se tomar medidas sociais e de emprego para minimizar o impacto deste flagelo, quando ouvimos pessoas independentes na sociedade alertar para o facto de as liberdades estarem comprometidas com o rumo que estamos a tomar, ouvimos e ficamos incomodados só de pensar no que poderá acontecer no futuro a estas pessoas (e a nós também). Será que conseguirão recuperar o seu emprego, i.e., voltar a trabalhar? Encontrarão no curto prazo outra ocupação remunerada?
Mas o pior, o pior é quando nos deparamos com a dura realidade (como me aconteceu a mim hoje) e quando olhamos de frente para a cara destas pessoas. Passei de carro no centro de emprego aqui da zona e tive de parar por causa do sinal vermelho. Enquanto fiquei parada, olhei para a fila que se prolongava por alguma dezena de metros na rua (deveriam ser para aí quase uma 150/200 pessoas) logo de manhã à porta do IEFP. E senti o que elas poderiam eventualmente estar a sentir, uma grande incerteza, porque já estive na mesma situação, e também sei que o IEFP (pelo menos até à cerca de 3/4/5 anos) não consegue dar resposta a estas pessoas todas. Muitas são pessoas com qualificações superiores e o IEFP não tem ofertas para elas.
O sinal abriu e fiquei aliviada por estar a ir para o emprego.

2 comentários:

Magnólia disse...

E eu, trabalhando lá, sei muito bem do que falas. Acima de tudo, do sentimento de impotência que se agudiza cada vez mais à medida que se vai conhecendo a verdadeira dimensão da crise.
Em momentos destes é fundamental manter (ou aparentar) optimismo, caso contrário, cairemos todos num buraco negro.
Bj

GorgeousMind disse...

Sim conheces a realidade bem de perto, e é dura. E quanto mais tempo estas pessoas forem ficando na "prateleira" mais difícil vai ser recolocá-las.
Na minha humilde opinião, deviam ser criadas sinergias com empresas/técnicos da área no sentido de se fazer um esforço para se recolocar estas pessoas.
Mas quem sou eu... ninguém me ouve!
Beijinhos